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Soja acompanha demais commodities e continua subindo em Chicago nesta 4ª feira
17/JUN
Os preços da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago no pregão desta quarta-feira (17), porém, testando ganhos um pouco mais contidos do que os registrados mais cedo. Por volta de 13h05 (horário de Brasília), os futuros avançavam de 4,50 a 5 pontos nos principais vencimentos, com o julho sendo cotado a US$ 11,34 e o novembro - que é o mais negociado na CBOT e referência para a nova safra dos EUA - valendo US$ 11,39 por bushel.
As especulações e os mapas climáticos apontam para um período um pouco mais seco e quente em áreas produtoras dos Estados Unidos em julho e acenderam um sinal de alerta para o desenvolvimento inicial das lavouras, trazendo prêmio de risco para as cotações.
Além disso, e vindo como a faísca que o mercado esperava, rumores de novas movimentações de compra por parte do maior importador global no mercado norte-americano dão fôlego extra aos futuros, ajudando a contrabalancear a forte pressão exercida pela oferta confortável com a qual o mercado segue trabalhando.
Após o susto do início da semana — quando um acordo diplomático entre EUA e Irã derrubou os preços do petróleo e arrastou o complexeo, em especial os preços do óleo de soja, o mercado do farelo volta a operar em campo positivo nesta quarta, contribuindo para os ganhos do grão.
No Brasil, o avanço em Chicago, somado à volatilidade cambial, tem dado suporte aos preços nos portos e praças do interior do país. O indicador Paranaguá, por exemplo, voltou a mostrar reações e opera na casa dos R$ 132,00 a R$ 133,00 por saca, melhorando ligeiramene as margens para os produtores que ainda seguram lotes da safra 2025/26. A safra 2026/27, no entanto, ainda preocupa um pouco mais.
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