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🌱Informativo de soja, milho e trigo mercado
03/SET
Soja dispara no início de setembro: Chicago, prêmios e câmbio criam janela excepcional para o produtor
A soja começou setembro com forte valorização, impulsionada pela combinação de fatores externos e pela oferta limitada no mercado físico brasileiro.
Chicago em alta: o calor excessivo e o estresse hídrico no Meio-Oeste americano aumentaram as apostas em uma possível redução da produtividade no próximo relatório do USDA, atraindo forte atuação dos fundos.
Rio Grande aquecido: a baixa disponibilidade de lotes para entrega imediata, junto à necessidade dos exportadores de cumprir os embarques de setembro, elevou significativamente os prêmios portuários e sustentou as cotações no mercado gaúcho.
Câmbio estável: com o dólar próximo de R$ 5,10, a valorização de Chicago e dos prêmios foi convertida diretamente em reais para o produtor.
Janela para a safra velha: com Chicago chegando a US$ 13,14/bushel e o porto alcançando R$ 157/saca, o cenário se mostra bastante favorável para a comercialização dos últimos estoques da safra velha.
Além da oportunidade de venda, esses níveis também servem como importante referência para o planejamento da safra 2026/27, especialmente na gestão de risco e definição de travas.
Mercado aquecido. Momento de avaliar oportunidades com estratégia.
Milho segue firme no Brasil, mas sem disparada: oferta, demanda e cenário externo ditam o ritmo
O mercado brasileiro de milho segue firme, mas ainda sem uma alta explosiva. No Rio Grande do Sul, a sustentação dos preços aparece de forma mais evidente, enquanto compradores aumentam o ritmo das reposições e vendedores permanecem mais seletivos.
O que movimenta o mercado:
• Compradores mais ativos diante da necessidade de abastecimento;
• Vendedores segurando parte da disponibilidade;
• Exportações contribuindo para a retirada de oferta;
• Grande oferta da safrinha limitando uma valorização mais agressiva.
No mercado internacional, Chicago iniciou setembro em clima de realização de lucros, após uma forte valorização no fim de agosto. A volatilidade permanece elevada e o milho americano segue atento à produtividade da safra, ao clima nos EUA, às exportações, às compras chinesas, ao petróleo, ao câmbio e aos estoques globais.
Um dado que chama atenção: o milho acumulava valorização próxima de 15% no último mês até o início de setembro.
Mercado firme, mas ainda sem sinal de disparada. O equilíbrio entre oferta, demanda e cenário internacional continua sendo determinante para os próximos movimentos.
Trigo entra setembro em alta: tensões externas, oferta restrita e clima sustentam o mercado
O mercado de trigo começou setembro com viés firme, impulsionado principalmente pelo cenário internacional. A escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia afetou portos, terminais e embarques no Mar Negro, aumentando a busca por trigo de outras origens.
Austrália e Argentina passaram a ganhar espaço entre os compradores asiáticos, elevando os prêmios e contribuindo para a sustentação das cotações internacionais.
No mercado interno, a menor disponibilidade e os estoques mais baixos mantêm a oferta no radar. Em algumas regiões, vendedores também demonstram menor disposição para negociar.
O clima é outro ponto de atenção. O excesso de umidade preocupa a formação da nova safra, aumentando os riscos de doenças e problemas de qualidade.
Para o produtor gaúcho, o cenário permanece sustentado, mas com maior seletividade em relação à qualidade. Já para os moinhos, a valorização internacional e a necessidade de reposição podem pressionar os custos caso a oferta doméstica não avance.
Trigo firme em setembro, sustentado por oferta restrita, fatores externos e incertezas climáticas.
🌱COTAÇÕES NO MERCADO DISPONÍVEL:
💰Soja: R$ 152(sc)
💰Milho: R$ 67 (sc)
💰 Trigo: R$ 1.300 (t)