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Milho recua em Chicago e na B3 mesmo com dólar e petróleo em forte alta nesta 4ª (23)

23/SET

Os preços do milho terminaram a quarta-feira (23) pressionados nas bolsas, com baixas em Chicago e também nos principais contratos negociados na B3. O movimento chama atenção porque aconteceu em uma sessão de forte valorização do dólar frente ao real e de nova alta do petróleo, dois fatores que poderiam oferecer algum suporte às cotações.

Na Bolsa de Chicago, o dezembro/26 recuava 8,25 pontos por volta das 15h11 (horário de Brasília), cotado a US$ 5,28 por bushel. Março/27 perdia 8 pontos, a US$ 5,43; maio/27 cedia 7,25 pontos, para US$ 5,50; e julho/27 tinha baixa de 6,50 pontos, negociado a US$ 5,53 por bushel.

O milho acompanhou também o movimento negativo do trigo, em uma sessão de pressão generalizada entre os grãos. A chegada da colheita norte-americana e a consequente entrada de oferta no mercado seguem entre os fatores de pressão sobre as cotações no curto prazo.

A valorização do petróleo acrescenta outro elemento interessante à sessão. A commodity voltou a subir nesta quarta-feira, mas nem esse movimento foi suficiente para oferecer sustentação ao milho em Chicago. A relação é especialmente relevante diante do peso do etanol na demanda norte-americana pelo cereal. Ainda assim, nesta quarta-feira, a pressão específica sobre os grãos prevaleceu.

As perdas desta quarta-feira, porém, precisam ser colocadas em perspectiva, como explicam analistas e consultores de mercado. A entrada da safra americana pode pressionar Chicago no curto prazo, mas não elimina o aperto do balanço mundial que ajudou a sustentar a recente valorização do cereal. É justamente essa diferença que merece atenção, com, de um lado, uma safra norte-americana chegando ao mercado e pressionando os preços; de outro, uma demanda global forte e estoques que deixam pouca margem para problemas adicionais de oferta.

Os últimos números seguem sinalizando uma demanda ainda forte pelo grão norte-americano, como os dados mais recentes dos embarques dos Estados Unidos, que registraram sua melhor semana em mais de 40 anos. No curto prazo, portanto, Chicago e a pressão da oferta americana falaram mais alto. Mas a correção dos preços não significa, por si só, que o quadro fundamental mais apertado tenha desaparecido.

 

APESAR DO DÓLAR, B3 TAMBÉM RECUA

No mercado brasileiro, o movimento foi semelhante, embora mais moderado. Para o produtor brasileiro, o comportamento da B3 nesta quarta-feira reforça ainda outro ponto: nem mesmo um dólar acima de R$ 5,17 foi suficiente para produzir reação consistente dos futuros do milho.

A força do dólar não era exclusiva do Brasil. Segundo informações da Agrinvest Commodities, a moeda americana avançava globalmente diante das expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos. O índice dólar chegou ao maior patamar desde 28 de julho, enquanto moedas de países emergentes também perdiam terreno frente à divisa norte-americana.

No Brasil, a alta do dólar foi confirmada ao longo do pregão, enquanto no exterior o Brent voltou à região dos US$ 100 por barril, em meio ao aumento das preocupações geopolíticas e seus possíveis impactos sobre inflação e juros.

"O movimento de forte alta global do dólar reflete as apostas do mercado em novas altas de juros pelo Fed no curto prazo, dando suporte à moeda americana. Segundo o monitor FedWatch do CME, o mercado vê hoje 68% de chuvas de uma nova alta de juros nos EUA de 28 de outubro. Há uma semana, essa probabilidade era de 48", afirma o time da Agrinvest. 

E a consultoria pondera ainda a decisão do governo de Donald Trump pela proibição das exportações de  diesel dos EUA que poderia ser anunciada nos próximos dias, valendo por mais 90, que também deixa o mercado mais sensível aos impactos sobre os custos e sobre a inflação norte-americana. E o mercado cambial poderia sentir o movimento diretamente. 

COTAÇÕES B3 BRASIL

COTAÇÃO DÓLAR

COTAÇÕES (CBOT - CHICAGO)

NEW AGRO

21/08/2026 às 16:19
SOJA
MILHO
TRIGO
Canoas
-
-
1.250,00
Carazinho/RS
145,00
-
0,00
Cruz Alta/RS
-
66,00
-
Erechim/RS
145,00
66,00
-
Nova Bassano/RS
-
-
-
Passo Fundo/RS
145,00
-
-
Rio Grande/RS
154,00
-
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São Francisco do Sul/SC
-
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Serra Gaúcha
-
70,00
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