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Soja reduz ganhos e fecha com leves altas em Chicago nesta segunda-feira

05/OUT

Os preços da soja encerraram a segunda-feira (5) em campo positivo na Bolsa de Chicago, mas bem distantes das máximas registradas durante a manhã. Depois de subir mais de 10 pontos nos primeiros negócios, os principais vencimentos fecharam com avanços entre 2,50 e 3,25 pontos.

O contrato novembro/26 terminou negociado a US$ 12,80 por bushel, com alta de 2,50 pontos. Janeiro/27 fechou a US$ 12,97, avanço de 3,00 pontos, março/27 a US$ 13,08, ganho de 3,25 pontos, e maio/27 a US$ 13,17 por bushel, também com valorização de 3,25 pontos.

Durante a manhã, a soja encontrou suporte principalmente na valorização do trigo. Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities, explicou que o cereal avançava diante das preocupações com os corredores de exportação do Leste Europeu e da continuidade das tensões envolvendo Rússia e Ucrânia, movimento que acabou oferecendo sustentação aos demais grãos negociados em Chicago.

Ao longo da sessão, porém, a oleaginosa perdeu força. O avanço da colheita norte-americana continua ampliando a disponibilidade de soja no curto prazo e pode limitar reações mais consistentes enquanto a demanda externa não acompanhar esse aumento da oferta. A Grainsights, da Grão Direto, também destaca que o mercado entra na semana de olho no WASDE de sexta-feira (9), especialmente em possíveis ajustes na produtividade dos Estados Unidos.

No Brasil, o câmbio ganhou ainda mais importância nesta segunda-feira. Segundo análise da Agrinvest, a forte valorização do real diante do dólar modifica a competitividade da soja brasileira e pode dar algum suporte a Chicago, mas, para o produtor nacional, reduz a conversão das cotações internacionais para reais.

Vanin também destacou pela manhã que os produtores brasileiros aproveitaram os últimos momentos de preços mais elevados para avançar na comercialização. Com o real valorizado, porém, a tendência é de maior pressão sobre as referências nos portos, mesmo diante da alta observada em Chicago.

Assim, a segunda-feira terminou com uma leitura bastante diferente daquela vista na abertura: o trigo puxou a soja para cima, mas os fundamentos próprios da oleaginosa impediram que os ganhos mais fortes fossem sustentados até o fechamento.

COTAÇÕES B3 BRASIL

COTAÇÃO DÓLAR

COTAÇÕES (CBOT - CHICAGO)

NEW AGRO

21/08/2026 às 16:19
SOJA
MILHO
TRIGO
Canoas
-
-
1.250,00
Carazinho/RS
145,00
-
0,00
Cruz Alta/RS
-
66,00
-
Erechim/RS
145,00
66,00
-
Nova Bassano/RS
-
-
-
Passo Fundo/RS
145,00
-
-
Rio Grande/RS
154,00
-
-
São Francisco do Sul/SC
-
-
-
Serra Gaúcha
-
70,00
-

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