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Mercado da Soja no RS e no Brasil: preços seguem pressionados, mas exportações continuam fortes
27/MAI
O mercado da soja segue movimentado no Brasil e no Rio Grande do Sul, com produtores atentos às oscilações do dólar, clima nos Estados Unidos, demanda chinesa e ritmo das exportações brasileiras.
Nos últimos dias, o mercado nacional registrou negociações mais lentas, reflexo da pressão negativa da Bolsa de Chicago e da cautela dos produtores diante das incertezas do cenário internacional. Mesmo com a alta do dólar ajudando a sustentar os preços internos, o ambiente ainda é considerado travado em diversas regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, problemas climáticos reduziram parte das estimativas da safra 2025/26. Ainda assim, o Brasil deve colher uma produção recorde próxima de 178 milhões de toneladas, segundo consultorias do setor.
As exportações brasileiras continuam em ritmo forte e devem bater novo recorde em 2026. A expectativa é que o país exporte mais de 113 milhões de toneladas de soja, consolidando o Brasil como maior exportador mundial do grão.
Outro fator que influencia o mercado é o avanço do plantio nos Estados Unidos, que mantém pressão sobre as cotações internacionais. Ao mesmo tempo, a demanda chinesa e as tensões geopolíticas seguem trazendo volatilidade aos preços.
Na região Sul, os preços permanecem acima da média de outras regiões brasileiras. No mercado físico, a saca da soja no Centro Ocidental do Rio Grande do Sul gira em torno de R$ 127 por saca.
Especialistas apontam que os próximos meses serão decisivos para o comportamento do mercado, principalmente em função do clima norte-americano, da logística de exportação brasileira e da movimentação do dólar.