NOTÍCIAS
🌱Informativo de soja, milho e trigo mercado
25/JUN
🌱SOJA –
1️⃣ USDA confirma demanda chinesa: O principal fator de alta no dia foi o relatório semanal de exportações do USDA. O órgão confirmou que a China voltou a adquirir volumes expressivos de soja norte-americana, superando o teto das expectativas do mercado. Esse forte apetite asiático deu sustentação imediata às cotações em Chicago, levando o bushel a US$ 11,59.
2️⃣ Inflação e câmbio sustentam o mercado (R$ 5,17): O mercado financeiro doméstico operou atento à divulgação da prévia da inflação no Brasil (IPCA-15) e a dados econômicos nos Estados Unidos. A estabilidade do câmbio no patamar de R$ 5,17 é positiva para o interior gaúcho, pois, somada à alta de Chicago, impulsiona diretamente o preço pago pela saca em reais.
3️⃣ Cessar-fogo e alívio no petróleo: No Oriente Médio, os desdobramentos de um cessar-fogo permitiram a reabertura e a retomada do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz. Com a redução do risco de interrupções logísticas, o petróleo Brent recuou para a faixa de US$ 73,03/barril. Embora a queda nos preços da energia limite o óleo de soja, o grão se descolou do movimento e avançou, sustentado principalmente pela demanda física.
4️⃣ Momento estratégico no RS: Com o Porto de Rio Grande refletindo a alta combinada de Chicago e do dólar, as indicações no mercado disponível subiram para a faixa de R$ 134,50 a R$ 135,50. Com a proximidade do relatório de área plantada do USDA, previsto para a próxima terça-feira (30/06), o momento é visto por analistas como uma janela estratégica para travar margens antes da volatilidade da próxima semana.
🌱MILHO –
🌽 Mercado do Milho – Cenário no Rio Grande do Sul
O mercado gaúcho segue com ritmo lento de comercialização. Os produtores permanecem cautelosos diante dos preços atuais, considerados pouco atrativos para negociações mais expressivas, o que mantém uma parcela significativa da produção retida nas propriedades.
Do lado da demanda, indústrias de ração, cooperativas e integradoras continuam relativamente abastecidas, reduzindo a necessidade imediata de novas compras. Com isso, os negócios realizados têm ocorrido, principalmente, para atender necessidades pontuais de caixa ou para liberar espaço nos armazéns.
A expectativa do setor é de uma possível melhora nas condições de mercado ao longo do segundo semestre. No entanto, até o momento, ainda não há sinais consistentes de uma reação mais forte nos preços do mercado disponível.
Enquanto isso, a colheita da segunda safra avança no país, e a liquidez destinada à exportação permanece bastante limitada, fator que continua influenciando o comportamento dos agentes do mercado.
🌱TRIGO
Nesta semana, o mercado do trigo apresentou movimentações relevantes tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
No campo, o plantio da safra brasileira segue avançando e já se aproxima de 50% da área prevista. Os estados da Região Sul, principais produtores do país, lideram os trabalhos. De modo geral, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das lavouras, embora o excesso de umidade ainda gere preocupação em algumas localidades.
No mercado interno, os preços permanecem sustentados pela baixa disponibilidade de trigo da safra anterior. A oferta restrita mantém os produtores firmes nas negociações, enquanto os moinhos continuam adotando uma postura cautelosa nas compras.
Já no mercado internacional, as cotações apresentaram leves recuos na Bolsa de Chicago, influenciadas pelo avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e pelas perspectivas de uma oferta global mais confortável. Apesar disso, os preços no Brasil seguem relativamente estáveis, sustentados pela escassez do cereal no mercado doméstico.
🌱COTAÇÕES NO MERCADO DISPONÍVEL:
💰Soja: R$ 126 (sc)
💰Milho: R$ 63 (sc)
💰 Trigo: R$ 1.300 (t)