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🌱Informativo de soja, milho e trigo mercado

05/NOV

SOJA reage em Chicago e dólar sustenta os preços no Brasil

O mercado da soja apresenta sinais de recuperação em Chicago após três sessões consecutivas de perdas. Nesta quinta-feira, os contratos buscam retomar o fôlego, enquanto investidores acompanham os dados de exportação dos Estados Unidos e o comportamento da demanda internacional.

Dólar em alta: mantendo-se na faixa de R$ 5,45 a R$ 5,48, o câmbio segue como importante fator de sustentação das cotações brasileiras.

Mercado interno firme: a valorização do dólar favorece a paridade de exportação e ajuda a manter os preços nos portos e em diversas praças do interior.

Safra 2026/27: o plantio avança com condições climáticas favoráveis na maior parte das regiões produtoras, enquanto as projeções indicam potencial de ampla oferta sul-americana.

O que acompanhar? A evolução da demanda internacional, os movimentos do dólar e as condições climáticas serão decisivos para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

Acompanhar o mercado é fundamental para identificar oportunidades e planejar a comercialização com mais segurança!

 

MILHO: oferta elevada mantém o mercado sob pressão

O mercado do milho enfrenta um cenário de oferta abundante, comercialização lenta e compradores mais cautelosos. 

A produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos aumenta a disponibilidade global do cereal e mantém a pressão sobre os preços nacionais e internacionais.

Segundo as projeções do USDA de outubro de 2026:
Produção norte-americana estimada em 407 milhões de toneladas;
Estoques mundiais finais próximos de 280,4 milhões de toneladas;
Produção mundial projetada em 1,29 bilhão de toneladas.

Diante desse cenário, uma recuperação mais expressiva dos preços dependerá de fatores capazes de alterar o equilíbrio entre oferta e demanda, como quebras de safra, problemas climáticos, aumento das importações, maior consumo de milho para etanol ou valorização do dólar frente ao real.

O que observar daqui para frente? O comportamento da oferta global e os movimentos da demanda serão determinantes para os próximos passos do mercado.

 

Trigo: restrição de oferta e qualidade impulsiona os preços no Brasil

O mercado brasileiro de trigo iniciou novembro com valorização nas cotações, impulsionado principalmente pela menor disponibilidade de grãos com qualidade adequada para moagem e fabricação de farinha.

No Rio Grande do Sul, as chuvas durante a colheita comprometeram parte da produção. Segundo estimativas da TF Agroeconômica, a safra gaúcha deve alcançar 1,87 milhão de toneladas, frente aos 3,58 milhões registrados na temporada anterior.

 

Confira outros indicadores do mercado:

Produção nacional estimada em 5,09 milhões de toneladas em 2026.

Importações de trigo e farinha projetadas em até 9,75 milhões de toneladas na temporada 2026/27.

Redução das estimativas de exportação da Rússia e riscos logísticos no Mar Negro oferecem sustentação às cotações internacionais.

 

Por outro lado, a expectativa de grandes safras na Argentina e na Austrália, somada à disponibilidade mundial confortável, limita movimentos mais expressivos de alta.

 

O que observar daqui para frente? A oferta de trigo de qualidade, a necessidade de importações e o comportamento do mercado internacional serão determinantes para os preços.

 

🌱COTAÇÕES NO MERCADO DISPONÍVEL:

💰Soja: R$ 150 (sc)

💰Milho: R$ 65 (sc)

💰 Trigo: R$ 80 (sc)

 

 

COTAÇÕES B3 BRASIL

COTAÇÃO DÓLAR

COTAÇÕES (CBOT - CHICAGO)

NEW AGRO

19/10/2026 às 11:45
SOJA
MILHO
TRIGO
Canoas
-
-
1.600,00
Carazinho/RS
148,00
-
0,00
Cruz Alta/RS
-
68,00
-
Erechim/RS
148,00
68,00
-
Nova Bassano/RS
-
-
-
Passo Fundo/RS
148,00
-
-
Rio Grande/RS
157,00
-
-
São Francisco do Sul/SC
-
-
-
Serra Gaúcha
-
76,00
-

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